Quantos ciclistas mortos serão necessários?

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Olá bicicleteiros!

Venho compartilhar mais um texto de revolta, que encontro na internet.

O título dele é o mesmo que o desta postagem.

Leia e renove o seu espírito de ciclista aventureiro, pois pedalar neste país, é uma aventura. Segue:

CICLISTA

"Você só atrapalha! Por que não vai para o cantinho da rua?"

Eu escuto uma destas (ou correlatos) pelo menos duas ou três vezes no meu trajeto de cerca de 9km entre a minha casa e o trabalho. Não é como se eu fosse o tipo de ciclista que gosta de desafiar os outros usuários da via, motoristas ou motociclistas,os obrigando a reduzir a sua velocidade nas vias mais rápidas para que aprendam uma lição.

Queridos, o trânsito não é uma competição. As ruas não são exclusivas dos carros. Isto está escrito no Código Nacional de Trânsito.

As ruas são públicas e não pertencem apenas aos veículos motorizados. Eu não sei quantos "finos" eu vou precisar levar para, ou ceder aos gritos e usar o acostamento/meio-fio, ou desistir de usar a bicicleta como meio de transporte.

Nós ciclistas podemos utilizar as ruas e quando colocamos a bicicleta a cerca de um metro de distância do acostamento é para permitir que os carros atrás da gente consigam reduzir a velocidade e conseguir ultrapassar sem nos encostar, assim todo mundo sai ganhando e, o mais legal, vivo. Não é brincadeira, é só porque caso a gente seja atingido por um carro, não temos um para-choque ou uma gaiola de metal nos protegendo. Uma porrada a "meros" 60km pode ser fatal.

Parece bobagem repetir isto como um mantra, mas toda essa intolerância e violência com os ciclistas no trânsito, a falta de paciência e educação, o conceito de que a bicicleta não deve ocupar as ruas está enraizado em uma cultura que privilegia o carro, planeja espaços para carros e transforma o carro em instrumento de poder e status. Quem anda de bicicleta? Pobre e milionário moderninho que passa as férias na Europa. As "pessoas comuns" usam transporte público ou… Compram um carro.

Escrevo isto depois de conversar com uma amiga que desabafou no Facebook por ter sido desrespeitada por um motorista que a mandou sair da estrada. Escrevo isto na mesma semana em que um atropelamento monstruoso tirou a vida de outro ciclista no país. Escrevo isto na semana em que mais uma manutenção do IPI para carros foi anunciada pelo governo.

Se eu, que uso a bicicleta como meio de transporte há cerca de três meses me pergunto quantos ciclistas mortos serão necessários para as pessoas entenderem a bicicleta como veículo, como não se sentem cicloativistas mais experientes?

O momento é oportuno para martelar estas ideias e torná-las mais populares: há uma eleição nacional pela frente. Há em São Paulo, onde eu moro, maior cidade do país, um Plano Diretor recém aprovado e 400km de ciclovias em vias de construção.

O que não pode acontecer é a discussão morrer, os ciclistas aceitarem calados e a ideia de que as ruas (e as cidades) são apenas dos carros continue sendo aceita. Não é por acaso que países como Dinamarca, Alemanha e até mesmo Estados Unidos estão abrindo os olhos (e as ruas) cada vez mais para as bicicletas. Não é por acaso que nós não estamos e vemos cada vez mais ciclistas morrer. Não há acaso com política pública ou falta de educação.

Por isso amigos, repitam o mantra: a bicicleta também é um meio de transporte e deve ser respeitada, a rua não é só dos carros; a bicicleta também é um meio de transporte e deve ser respeitada, a rua não é só dos carros; a bicicleta também é um meio de transporte e deve ser respeitada, a rua não é só dos carros; a bicicleta também é um meio de transporte e deve ser respeitada, a rua não é só dos carros; a bicicleta também é um meio de transporte e deve ser respeitada, a rua não é só dos carros; a bicicleta também é um meio de transporte e deve ser respeitada, a rua não é só dos carros; abicicletatambéméummeiodetransporteedeveserrespeitada,a ruanãoésódoscarrosabicicletatambéméummeiodetransporteedeveserrespeitada,a ruanãoésódoscarrosabicicletatambéméummeiodetransporteedeveserrespeitada,a ruanãoésódoscarrosabicicletatambéméummeiodetransporteedeveserrespeitada,a ruanãoésódoscarros (…).

Fonte: Brasil Post

Alemão com apenas um braço é multado por falta de freio em bicicleta

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Bogdan Ionescu foi multado por não ter freio do lado direiro do guidão de sua bicicleta; ele tem apenas um braço (Foto: Henning Kaiser/DPA/AFP)

Este alemão da imagem acima, foi multado em 25 Euros – aproximadamente 75 R$ – por andar de bicicleta sem o freio de direito.

Mas oras… ele não tem o braço direito!

Após a aplicação da multa, a polícia se desculpou e devolveu o dinheiro.

Ainda bem, né?

Mas… e se tivesse sido no Brasil?! Será que teria pelo menos um pedido de desculpas?

Fonte: G1

Teste para carteira de motorista terá perguntas sobre bicicletas e respeito ao ciclista

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Exemplo a ser dado.

O Detran de Recife pretende adicionar questões sobre bicicletas e respeito ao ciclista, no exame teórico que consiste uma das etapas para retirada da carteira nacional de habilitação.

Existem 20 artigos do CTB (Código de Trânsito Brasileiro) direta ou indiretamente relacionado aos ciclistas.

Clique aqui para ler a notícia completa.

As perguntas no teste dizem respeito principalmente ao papel do ciclista como ator no trânsito. Foto: Annaclarice Almeida/DP/D.A Press