A prefeitura do Rio de Janeiro prometeu na quinta-feira que irá construir mais 150 quilômetros de ciclovias na cidade até 2016. A cidade, que já tem a maior malha cicloviária do País – cerca de 300 quilômetros -, deve ganhar faixas exclusivas para ciclistas em bairros cujoacesso de bicicleta ainda é perigoso, como Centro, Laranjeiras e a maior parte da Grande Tijuca.
Ainda neste ano, devem ser concluídos 30 quilômetros, 40 em 2014, 50 em 2015 e 30 em 2016. As obras devem custar, ao todo, R$ 98,65 milhões, segundo o jornal OGlobo.
"Fizemos 150 quilômetros de ciclovias. Vamos criar mais 150. Onde fazemos obras, sempre que possível, construímos ciclovias", disse o prefeito Eduardo Paes, citando a avenida Rio Branco, no centro. O objetivo do projeto é que as ciclovias se transformem em alimentadoras do transporte coletivo, levando aos BRTs Transcarioca, Transoeste e Transolímpica, além das linhas do metrô e dos ramais de trem.
A prefeitura também deve aumentar o número de bicicletários para mais de 960 em toda a capital fluminense. Também devem ser instaladas novas estações do BikeRio, serviço dealuguel de bicicletas semelhante aos existentes em outras cidades do País. Atualmente, há 60 estações com 600 bicicletas, que devem ser ampliadas para 350 estações com 3.500 bicicletas.
FONTE: jb.com.br
Risco de colisões com veículos, ruas esburacadas, ciclovias insuficientes e cruzamentos arriscados, problemas que afligem diariamente ciclistas no Rio de Janeiro e em São Paulo, são perigos comuns também em Londres, ainda que em menor escala.
A capital britânica tenta há vários anos viabilizar a bicicleta como alternativa real de transporte. Nos últimos dez anos, o volume de bicicletas na cidade aumentou mais de 150%. Hoje, cerca de 300 mil ciclistas circulam pelas ruas de Londres diariamente.
Os investimentos da prefeitura para tornar as vias londrinas mais seguras e atraentes para ciclistas aumentaram de dois milhões de libras em 2001 (R$ 6 milhões) para 100 milhões de libras (R$ 300 milhões) este ano, mas grupos cicloativistas defendem que ainda há muito a fazer para que o veículo sobre duas rodas seja a opção de transporte preferido dos londrinos.
O grupo London Cycling Campaign (LCC), que tem quase 12 mil membros e há 30 anos milita para aumentar a popularidade da bicicleta e a segurança dos ciclistas, reconhece que o número de acidentes com mortes caiu 20% nos últimos 10 anos, apesar do considerável aumento no número de bicicletas nas ruas no mesmo período.
Ainda assim, as ruas de Londres estão longe de ser um lugar seguro para ciclistas, que não contam com ciclovias em muitas partes da cidade e são obrigados a disputar espaço com ônibus, caminhões e vans, apontados como os maiores culpados por mortes de ciclistas. No ano passado, 14 pessoas perderam a vida enquanto andavam de bicicleta na capital britânica.
"Estamos atuando em várias frentes junto ao governo para que a voz dos ciclistas seja ouvida e discursos sejam traduzidos em ações", afirma à BBC Brasil Charlie Lloyd, da London Cycling Campaign.
Londres à moda holandesa
Lloyd diz que a organização vem colhendo frutos de campanhas cujo objetivo é trazer para Londres o modelo de ciclismo holandês, considerado referência na Europa. No ano passado, a LCC lançou a campanha Love London, Go Dutch (Ame Londres à moda holandesa, em tradução livre), que gerou repercussão na campanha eleitoral para a prefeitura.
A discussão provocou um debate acalorado entre os candidatos, que na reta final da disputa, em maio de 2012, realizaram um encontro com objetivo único de divulgar suas propostas sobre ciclismo na cidade.
Reeleito, o conservador Boris Johnson divulgou há dois meses o documento "Vision for Cycling in London" (Uma visão sobre ciclismo em Londres), em que prometia redesenhar as ruas da capital britânica inspirando-se no modelo da Holanda.
Com orçamento de 400 milhões de libras (R$ 1,2 bilhão), o novo projeto prevê a criação de ciclovias que seguirão os trajetos das linhas de ônibus, metrôs e trens. Novas pistas para ciclistas serão construídas paralelamente às ruas, ficando separadas por um meio fio. Também está prevista a construção de um corredor expresso exclusivo para bicicletas com 24 quilômetros de extensão que vai ligar Londres de oeste a leste, passando pelo centro financeiro da cidade.
As obras, que devem ficar prontas até 2020, preveem ainda a instalação de ciclovias mais calmas, que vão passar por trás de avenidas movimentadas, geralmente evitadas pelos ciclistas mais cautelosos.
Um projeto que já está em teste na cidade é uma rotatória mais segura para ciclistas inspirada no molde holandês. O cruzamento prevê ciclovias construídas em paralelo às pistas principais, evitando que bicicletas e veículos circulem no mesmo espaço.
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Educação no trânsito
Entre outros projetos defendidos pela London Cycling Campaign, está uma iniciativa em diversos bairros da cidade para oferecer treinamento para motoristas de caminhões. Até agora, quatro mil motoristas já foram treinados para ficar mais atentos à presença de ciclistas.
"Outra reivindicação é de que os caminhões sejam mais bem equipados com sensores eletrônicos para detectar a aproximação de bicicletas", diz Lloyd. "Queremos também aumentar a quantidade de caminhões com portas de vidro e estamos propondo mudanças no design das cabines para que os motoristas fiquem sentados mais abaixo, podendo ver ciclistas mais facilmente", diz o cicloativista.
Ao mesmo tempo em que é preciso educar motoristas, é importante também treinar os ciclistas. Hoje, diversos bairros londrinos oferecem cursos de ciclismo, em que adultos aprendem como guiar a bicicleta no trânsito.
Na semana passada, um grupo de parlamentares de vários partidos divulgou um documento em que defendem, entre outras propostas, aulas de bicicletas para crianças nas escolas primárias.
Ideias como essas são amplamente apoiadas por diversas associações de ciclistas londrinos, que já são vistos como uma espécie de "categoria".
Além de organizações, diversos blogs como Cyclist in the City e ibikelondon, além de páginas dedicadas ao ciclismo nas principais redes sociais, são cada vez mais populares entre os amantes dos pedais.
E eles não se encontram somente no mundo virtual. Há lugares badalados, como o café Look Mum no Hands, no centro da cidade, onde os ciclistas se reúnem para tomar um café e, se precisarem, podem contar com um serviço de conserto de bicicletas que funciona no local.
Ao longo do ano, são vários os eventos organizados para os praticantes do ciclismo. Um dos mais conhecidos é o Critical Mass, que reúne um grupo de ciclistas em uma volta por Londres toda última sexta-feira do mês.
Benefícios
A bicicleta caiu no gosto dos ingleses há cerca de dez anos, como forma de driblar o alto custo do transporte público, manter a forma e preservar o meio ambiente.
Pesquisa recente realizada pela London School of Economics (LSE) mostrou que a indústria do ciclismo já injetou mais de 600 milhões de libras (R$ 1,8 bilhão) na economia britânica, com a expansão de fábricas de bicicletas e aumento nas vendas. Em 2010, as vendas em todo o país aumentaram 28%, elevando o total de bicicletas para 3,7 milhões. Estima-se que o setor empregue cerca de 23 mil pessoas.
Ainda de acordo com o estudo, o uso da bicicleta também se traduz em benefícios para as empresas. Ciclistas assíduos tiram um dia de folga a menos por motivos de doença, economizando 128 milhões de libras por ano (R$ 384 milhões).
De olho nisso, empresários vêm investindo nos últimos anos para melhorar a estrutura dos escritórios, construindo bicicletários e vestiários com chuveiros. Muitas companhias também aderiram ao programa Cyclescheme, esquema do governo que possibilita que funcionários comprem uma bicicleta de até mil libras (R$ 3 mil) sem pagar imposto. O valor é descontado do salário em 12 parcelas.
FONTE: BBC Brasil
A convivência no trânsito com as bicicletas está cada vez pior. Os principais problemas são a falta de estrutura das ciclovias e o desrespeito dos motoristas
A falta de espaço para os ciclistas em Maringá é um problema que tem sido apontado por diversos estudos urbanísticos. Entre eles, destaca-se o de Thiago Botion Neri. Em sua dissertação de mestrado na Universidade Estadual de Maringá (UEM), ele apontou para a falta de estrutura para os ciclistas na cidade. No entanto, apesar dos problemas estruturais o que mais preocupa é falta de segurança. E a crise não é exclusividade de Maringá.
A semana passada foi de protestos no Rio de Janeiro. Após a morte do ciclista Pedro Nikolay, de 31 anos. Nikolay foi atropelado de madrugada por um ônibus do transporte coletivo quando trafegava por uma ciclofaixa. A cidade do Rio é a que possui a maior extensão de ciclovias e ciclopistas, 305 km. Por isso mesmo é a cidade em que mais se utiliza bicicleta.
Em março, também em uma ciclofaixa da capital paulista, David Santos Souza, de 21 anos, foi atropelado e teve o braço arrancado pelo estudante de psicologia Alex Siwec, de 22 anos. Ao fugir do local, o motorista ainda lançou o braço de Souza, que ficou preso no parabrisa do carro, no Córrego do Ipiranga, as margens da pista. O acidente ocorreu na avenida Pulista, no domingo, quando uma parte da via fica disponível apenas aos ciclistas.
Os dois casos mostram que apenas investir em estrutura não é o suficiente. Mas ainda assim é importante garantir segurança e espaços adequados aos ciclistas. Em Maringá, são apenas duas ciclovias e nenhuma ciclofaixa. A frota de carros é crescente, 272.266 veículos, uma média de 1,31 por habitante. Carros e ciclistas disputam o espaço, onde o mais rápido nem sempre ganha.
Espaços reservados
O técnico e diretor do grupo maringaense de ciclismo, Carlos Martineli, aponta que não existe na cidade uma política para tornar a convivência entre motoristas e ciclistas mais pacífica. Segundo ele, as ciclovias existentes oferecem mais riscos do que auxiliam. “Eu moro próximo a avenida Mandacaru e na ciclovia existem muitos pedestres fazendo caminhada, ficamos sem espaço livre para andar de bicleta”, comenta.
E essa conclusão também faz parte do estudo de Neri. As ciclovias passam ainda por outros problemas. Segundo ele, ainda é necessário investimentos em conservação, ampliação e equipamentos.
“As ciclovias existentes não oferecem as condições necessárias para os cilcistas. Não tem um trabalho de conservação regular. São esparsas, ou seja, em poucos pontos da cidade, além disso, precisam de uma iluminação específica, diminuição dos recortes, o que faz com que os ciclistas tenham que parar a cada espaço.” Neri cita o exemplo da ciclovia da avenida Mandacaru, que possui 3 km e ao longo dela são 30 recortes usados como retorno para carros e motos.
Outra alternativa seriam as ciclofiaxas, que ao contrário das ciclovias, não necessitam de investimentos estruturais, aproveitando o espaço nas vias públicas. Mas Neri aponta que antes é necessário que seja realizado um planejamento. Ele aponta que é importante verificar quais tipos de veículos trafegam na via, o espaço que vai ser separado somente para o ciclista e a sinalização específica.
Educação
O problema não tem uma soluçao simples, como a construção de ciclovias e ciclofaixas. É preciso contar também com a educação de pedestres, ciclistas, motocilistas e motoristas. É a realidade vivida pelo gerente, Rafael Di Domênco. “Já levei ‘fechadas’, várias vezes buzinadas, em vários casos o motorista do carro está conversando no celular e quando vê já está em cima”, afirma.
Neri aponta que algumas atitudes podem contribuir para a conscientização dos motoristas. “A educação só vai acontecer depois de uma cultura cicloviária. Passeios ciclísticos e grupos de ciclistas contribuem, pois, aquele motorista que dirige seu carro e sua moto vai ficar mais sensível e encarar o cilista de outra forma. Mas isso leva tempo”, afirma.
Planejamento
Por meio de sua assessoria de imprensa, a Prefeitura de Maringá informou que existem diversos projetos protocolados no Ministério das Cidades para a construção de ciclovias e ciclofaixas. No momento estes projetos ainda estão sendo apreciados, e enquanto isso a prefeitura aguarda uma resposta do órgão.
FONTE: hnews.com.br
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Quando o sinal vermelho se acende, nos cruzamentos, ciclistas e motociclistas agora têm uma área reservada, à frente dos carros.
O trânsito de São Paulo começou a testar uma novidade. Quando o sinal vermelho se acende, nos cruzamentos, ciclistas e motociclistas agora têm uma área reservada, à frente dos carros.
Falta espaço para passar, para fazer curva, até para parar no sinal vermelho. Mas, em uma avenida movimentada, São Paulo testa uma novidade: um bolsão exclusivo para motos e bicicletas aguardarem pelo sinal verde com mais conforto e segurança.
"Nós criamos uma situação dessa para que ele fique visível e ele consiga sair com segurança e tranquilidade na hora que o semáforo abrir para ele", explica Mauricio Regio, diretor de operações da CET-SP.
Quando o sinal fica verde ninguém está em alta velocidade. Mas este também é um momento de risco. Principalmente quando carros, motos e bicicletas estão disputando um espaço que não é suficiente pra todo mundo. Qualquer distração pode significar uma queda, um atropelamento, um acidente grave. Quando existe um espaço reservado na frente, esse risco fica muito reduzido.
O bolsão começou a funcionar nesta segunda-feira e muita gente ainda não entendeu a sinalização. Por enquanto, ninguém é multado.
A primeira impressão dos motociclistas foi boa.
"Distribui todo mundo aqui na frente dos carros. Aí, na hora de sair, não tem aquele alvoroço todo", comenta o motoboy Josenildo Rodrigues.
Os ciclistas também gostaram. "Esse espaço aqui é bom, tem um pouco mais de privacidade, de tempo para gente sair pedalando", diz um ciclista.
De dentro do carro, a novidade parece dar mais segurança.
"Pelo menos o trânsito não fica tão congestionado. Não fica tanta pessoa do lado. Já é estreita. Então, acho que com isso melhora bastante o fluxo", afirma Alan dos Santos, técnico de informática.
A companhia de tráfego vai testar o bolsão durante um mês. Se o resultado for bom, outros espaços vão ser criados nas avenidas com os maiores índices de acidentes.
No ano passado, 52 ciclistas e 438 motociclistas morreram no trânsito de São Paulo. Qualquer medida para aumentar a segurança é bem-vinda.
FONTE: g1.globo.com
Seguro para bike
Com o aumento na quantidade de ciclofaixas, vários ciclistas estão recorrendo ao seguro. O que você acha disso?
Você acha que ter seguro para bicicletas é importante? Com a expansão da malha cicloviária, que em São Paulo chega a 206 km, por exemplo, o aumento de modelos caros nas ruas, roubos e furto de bikes também cresceu. Apesar da Secretaria de Estado da Segurança Pública não ter estatísticas oficiais, na internet existe um levantamento feito a partir de registros voluntários que não para de aumentar.
Neste contexto, o seguro de bicicletas passou a ser um aliado dos ciclistas. Desenvolvido em 2005 pela Brasil Insurance em parceria com a Berkley Seguradora, inicialmente era destinado para modelos mais caros. Mas agora ele pode ser contratado para bicicletas a partir de R$ 2 000. O produto oferece cobertura para roubo enquanto pedala, roubo ou furto qualificado enquanto transporta, roubo/furto qualificado dentro da residência e danos no transporte.
E aí, o que você acha disso?
FONTE: sportlife.terra.com.br
[Vídeo] Ventania impede ciclistas de pedalar
O dia em que não foi possível passar pela ciclovia pedalando hehehe. A única coisa que odeio quando pedalo, é justamente o vento. Porque moro numa cidade litorânea. Venta-se muito. Se eu estivesse neste dia aí, que foi bem pior, iria ficar 1 semana xingando o vento rs
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