São Paulo testa área exclusiva para motos e bicicletas em cruzamentos

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Quando o sinal vermelho se acende, nos cruzamentos, ciclistas e motociclistas agora têm uma área reservada, à frente dos carros.

 

O trânsito de São Paulo começou a testar uma novidade. Quando o sinal vermelho se acende, nos cruzamentos, ciclistas e motociclistas agora têm uma área reservada, à frente dos carros.

Falta espaço para passar, para fazer curva, até para parar no sinal vermelho. Mas, em uma avenida movimentada, São Paulo testa uma novidade: um bolsão exclusivo para motos e bicicletas aguardarem pelo sinal verde com mais conforto e segurança.

"Nós criamos uma situação dessa para que ele fique visível e ele consiga sair com segurança e tranquilidade na hora que o semáforo abrir para ele", explica Mauricio Regio, diretor de operações da CET-SP.

Quando o sinal fica verde ninguém está em alta velocidade. Mas este também é um momento de risco. Principalmente quando carros, motos e bicicletas estão disputando um espaço que não é suficiente pra todo mundo. Qualquer distração pode significar uma queda, um atropelamento, um acidente grave. Quando existe um espaço reservado na frente, esse risco fica muito reduzido.

O bolsão começou a funcionar nesta segunda-feira e muita gente ainda não entendeu a sinalização. Por enquanto, ninguém é multado.

A primeira impressão dos motociclistas foi boa.

"Distribui todo mundo aqui na frente dos carros. Aí, na hora de sair, não tem aquele alvoroço todo", comenta o motoboy Josenildo Rodrigues.

Os ciclistas também gostaram. "Esse espaço aqui é bom, tem um pouco mais de privacidade, de tempo para gente sair pedalando", diz um ciclista.

De dentro do carro, a novidade parece dar mais segurança.

"Pelo menos o trânsito não fica tão congestionado. Não fica tanta pessoa do lado. Já é estreita. Então, acho que com isso melhora bastante o fluxo", afirma Alan dos Santos, técnico de informática.

A companhia de tráfego vai testar o bolsão durante um mês. Se o resultado for bom, outros espaços vão ser criados nas avenidas com os maiores índices de acidentes.

No ano passado, 52 ciclistas e 438 motociclistas morreram no trânsito de São Paulo. Qualquer medida para aumentar a segurança é bem-vinda.

 

FONTE: g1.globo.com

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