Por mais saúde e praticidade, moradores abandonam carros

Em vez de veículos, caminhadas e bicicletas são usadas para deslocamentos

Realizado hoje simultaneamente em diversas cidades, o Dia Mundial sem Carro simbolicamente convida a população a deixar seus veículos particulares em casa e optar por formas alternativas de transporte. Embora a maioria dos brasileiros tenha uma verdadeira dependência do automóvel, para algumas pessoas a troca por bicicletas ou caminhadas não é feita apenas nessa data, mas em todos os dias do ano.

A falta de um transporte público eficiente, aliada às facilidades de aquisição e à paixão do brasileiro por carros, é, segundo especialistas, um dos motivos para o crescente número e consequente apego por automóveis em Belo Horizonte. Em dez anos, a quantidade de veículos praticamente dobrou, sendo que, atualmente, mais de 1 milhão de carros circulam pela capital mineira.

Na contramão dessa tendência, porém, estão algumas pessoas que optaram por abandonar o transporte em veículos automotores em busca de mais qualidade de vida. É o caso da estudante Maria Cecília Alves, 25, que, há dois anos, roda os quatro cantos da cidade montada em uma bicicleta. Cecília mora no bairro Carlos Prates, na região Noroeste, estuda na Savassi, na Centro-Sul, e trabalha no Serra Verde, em Venda Nova. Todos os trajetos são feitos, diariamente, em uma bicicleta dobrável que, quando ela não está pedalando, leva como bagagem de mão dentro do metrô.

“A bicicleta facilita minha vida. Chego mais rápido aos lugares, economizo R$ 200 por mês que antes gastava com ônibus, faço exercício físico e ajudo o trânsito a fluir mais. Além disso, por ser dobrável, posso levá-la dentro do metrô em qualquer horário do dia”, diz a estudante, que cursa arquitetura e urbanismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Para Maria Cecília, a opção pela bicicleta veio depois de “passar raiva” no trânsito. “Eu gastava mais de uma hora até a faculdade. No começo, foi difícil, mas, em um mês, o corpo acostumou, e agora faço o trajeto em 20 ou 30 minutos”, conta a estudante, que recomenda com entusiasmo o uso das magrelas, fazendo apenas uma ressalva quanto à falta de bicicletários em todas as estações de metrô.

Caminhando. Dono de uma produtora de vídeos, Diogo Louzada, 32, é outro que, no quesito mobilidade, rema contra a maré. Ele optou por fazer o trajeto de 6 km de casa ao trabalho a pé. “Comecei há cinco anos, meio por acaso, meio por impaciência. A distância era grande, mas eu demorava menos andando do que parado no trânsito”, diz.

Dia sem carro

– Início. O Dia Mundial sem Carro foi criado na França, em 1997, como forma de fazer uma reflexão sobre o uso excessivo do automóvel.

– Brasil. A data começou a ser comemorada no país em 2001, em diversas cidades.

– BH. Na capital mineira, uma série de atividades é realizada desde o começo do mês. Pedaladas, debates, intervenções e ocupação de espaços urbanos fazem parte da programação, organizada principalmente por grupos e associações de ciclistas.

Pesquisa
Ibope.
Reportagem de O TEMPO, publicada na última terça-feira, mostrou que a maior parte
do consumo das famílias brasileiras é com automóveis (manutenção, combustíveis, taxas).

Fonte: otempo

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s