[Cultura] Magrelas em Montreal, Canadá

Atualmente, a cidade canadense conta com 602 km de vias para a bicicleta, que serão expandidas em mais 35 km

Boa parte das vias para a bicicleta em Montreal é bidirecional

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Desde que a revista Bicycling elegeu Montreal como a melhor cidade da América do Norte para pedalar, em 1999, a cultura da bike ali cresceu tremendamente. Atualmente, há 602 km de vias para a bicicleta, e a cidade anunciou que expandirá em mais 35 km a rede até o ano que vem e que investirá US$ 9,8 milhões em infraestrutura no mesmo período.

Ainda assim, Montreal tem alguns desafios pela frente. A começar pela infraestrutura para a bike, que precisa ser ampliada. Atualmente, boa parte das vias para bicicletas são bidirecionais, o que significa que em alguns pontos da cidade, a turma do pedal acaba por ficar afunilada. Claro, isso não é a melhor maneira de encorajar as pessoas a aderir à magrela. Mais: “Ter ciclofaixas não é a solução para carros e bikes viverem juntos. Há muitos debates, e com o crescimento do número de ciclistas, mais conflitos aparecem. O elemento-chave é educar ciclistas e motoristas”, analisa Ahmed El-Geneidy, professor associado da Escola de Planejamento Urbano da Universidade McGill.

O Bixi, sistema de compartilhamento de bikes implantado na cidade em 2009, foi outro fator que alavancou a opção pela bike na cidade. O grande enrosco do programa, também encontrado em outras cidades do globo, é de ordem financeira: ele não se paga, é caro e difícil de administrar em uma região montanhosa, onde as pessoas pegam a bike nos pontos mais altos, descem e não devolvem. Há poucos meses, os jornais canadenses noticiavam a chegada do Bixi à UTI. Com dívidas acumuladas em mais de US$ 42 milhões, chega-se a questionar a sua sobrevivência. “Outra questão é que a vida do motorista ainda é muito fácil. Não se verá a redução do número de pessoas que dirigem até que isso mude. Mas essa é uma área crítica e muitos políticos tentam evitar. Fazer a vida dos motoristas dura e infeliz é a chave para que as pessoas troquem o carro por um modal sustentável.”

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