O selim é um dos itens mais importantes para pedalar com qualidade e segurança

Recordista de queixas entre ciclistas, o selim precisa ser bem escolhido para não causar dores e lesões na região pélvica. É ele que suporta a maior parte do peso do atleta. Se a escolha do acessório for errada, pedalar se torna uma atividade bem mais sofrida do que deveria ser. Para eleger o banco ideal, é preciso considerar dois critérios básicos: a modalidade e as características funcionais do atleta.

O selim do triatleta, por exemplo, será diferente do viajante de cicloturismo. Além disso, homens e mulheres não deveriam usar o mesmo modelo. Outro erro comum costuma ser cometido por ciclistas amadores, segundo o treinador Marcelo Rocha, especializado em bike fit. “Muita gente associa a maciez ao conforto, mas é um erro, principalmente para longa distância”, avisa. De acordo com o profissional, quando o banco é muito macio, o ciclista pedala “um pouco torto”, criando assimetrias. “Força mais uma perna do que a outra, entorta a coluna”, completa.

O conforto, portanto, depende do formato e da largura do selim. Essas características só podem ser definidas individualmente, de acordo com o formato da pelvis do atleta. “O jeito correto de sentar na bicicleta é colocando o peso do corpo no ísquio”, diz o especialista em ciclismo e professor de educação física Cláudio Civatti, referindo-se aos dois ossinhos que apoiam o corpo quando a pessoa se senta. Alguns ciclistas “soltam” o peso na parte anterior aos ossos do quadril, na região do períneo. Essa área é muito sensível, cheia de nervos, artérias e veias importantes. “Insistir em pressionar essa área pode causar hipersensibilidade na região, causando dormência”, alerta Civatti.

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Para driblar o problema, são adotados selins selados (têm o centro mais baixo do que as extremidades, evitando o peso sobre o períneo) ou sem bico — lançados recentemente no mercado. Esse último, que elimina a ponta mais estreita do banco, obriga o ciclista a sentar-se em cima do osso. Atletas profissionais, e com mais flexibilidade no quadril, usam selins longos, estreitos e planos.

Além da modalidade e das características funcionais do ciclista, Marcelo Rocha chama a atenção para outra questão. “As mulheres têm anatomia da pelve diferente dos homens e, geralmente, são as que mais sofrem com os selins vendidos com as bicicletas”. Segundo o especialista, elas têm, em média, 12mm a 15mm de largura a mais. Portanto, os bancos devem ser mais largos e com o bico mais curto, a fim de pressionar menos a sensível área do períneo.

Competição                                                                                       
Em geral, atende melhor a postura de competição.   (Carlos Vieira/CB/D.A Press)

Competição Em geral, atende melhor a postura de competição.

 Sem bico - Criado inicialmente para triatletas, foi adotado por praticantes de cicloturismo, moutain bike e estrada. (Carlos Vieira/CB/D.A Press)

Sem bico – Criado inicialmente para triatletas, foi adotado por praticantes de cicloturismo, moutain bike e estrada.

Para elas - Existe um selim feminino, mais curto e mais largo, adaptado ao quadril da mulher. (Carlos Vieira/CB/D.A Press)

Para elas – Existe um selim feminino, mais curto e mais largo, adaptado ao quadril da mulher.

Mais conforto - Anatômicoo convencional é usado em moutain bike, ciclismo de estrada e cicloturismo. (Carlos Vieira/CB/D.A Press)

Mais conforto – Anatômicoo convencional é usado em moutain bike, ciclismo de estrada e cicloturismo.

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